7 de fevereiro de 2012

ANEL repudia demissões do grupo Anhanguera

O monopólio chegou à educação!

No início deste ano, diversos cursos e até faculdades inteiras foram compradas pela Anhanguera Educacional S/A, uma empresa que, como todas as outras, tem um único objetivo: lucrar. E, neste caso, lucrar com a educação.

Há alguns anos convivemos com a crescente privatização das instituições de ensino no Brasil, enquanto as universidades públicas estão cada vez mais precárias. O governo federal insiste em dizer que há mais jovens matriculados no ensino superior brasileiro, principalmente através de bolsas como o PROUNI. O que o governo não nos conta é que com os impostos que o governo abre mão de arrecadar, em média, para cada vaga gerada pelo PROUNI, três poderiam ser abertas em uma universidade pública. Quem o governo quer beneficiar, afinal? Assim, nos deparamos com as perguntas: quais as condições de ensino oferecidas atualmente por essas instituições? Porque não ampliar o financiamento público no ensino superior público e investir em qualidade de ensino, ao invés de injetar milhares de reais em instituições privadas, beneficiando somente os grandes empresários?

Na realidade, o que vem acontecendo é uma expansão desenfreada do ensino privado, que hoje detém cerca de 74% das matrículas no nível superior em todo o país. A educação se tornou um grande negócio e como tal está sendo tratada. Expressão disso foi a recente demissão em massa de cerca de 1500 professores do Grupo Ananhguera, no processo de aquisição de faculdades como a Uniban e Uniabc. Os próprios gestores da Uniban (faculdade recentemente comprada pelo grupo empresarial, que demitiu 400 docentes, totalizando metade de seu quadro) não escondem que o objetivo é exclusivamente a redução salarial e a chamada “reorganização financeira” de seus custos. A grande maioria dos demitidos são de mestres e doutores (que recebem cerca de R$ 35 a R$ 40 a hora/aula, mais que o dobro do salário de um especialista).

Com isso, a quantidade de professores e a qualidade de ensino despencou brutalmente! Reduções na carga horária de diversos cursos, resultando até em irregularidades junto ao conteúdo “mínimo” exigido pelo MEC, aumento abusivo das mensalidades, inclusão do programa de Ensino à Distância e outras atrocidades são a realidade de milhares de estudantes dessas instituições pagas. Tudo isso para garantir que os barões do ensino lucrem às custas de um direito, que é a educação.

A educação no nosso país se transformou em objeto de grandes cartéis e monopólios, e, a cada dia, mais jovens estão submetidos a essas grandes fábricas de diplomas. A falta de vagas na universidade pública, a alta concorrência do vestibular e a precarização do ensino médio público faz com que o ensino pago passe a ser a única opção para milhares de jovens. No Brasil 90% das instituiçõe s de ensino superior são privadas, controlando 74% do t otal de matrículas com uma fatura de 24 bilhões por ano.

Acreditamos que o acesso a uma Educação Publica e de Qualidade é um diretito de todos. Os bolsistas das Universidades pagas devem ser imediatamente incorporados ao quadro discente das universidades públicas. Os programas como o PROUNI devem acabar, dando espaço a um verdadeiro investimento e ampliação da educação pública. Defendemos 10% do PIB pra educaç ão pública já, pois acreditamos que somente com investimento público em instituições públicas que será possível mudar a triste realidade da Educacao Brasileira.

Por fim, a ANEL repudia a demissão em massa dos professores e a queda cada vez mais acentuada da qualidade de ensino no nosso país.

Exigimos respeito!
Pela imediata reintegração dos professores demitidos!
Não ao monopólio da educação! Educação não é mercadoria!
Por uma educação pública, gratuita e de qualidade!

2 de fevereiro de 2012

Reitoria da FSA fecha espaço dos estudantes.

Nota do Diretório Acadêmico Honestino Guimarães

Em plenas férias escolares, os estudantes foram surpreendidos por mais uma ação autoritária da reitoria de Cacalano. Tapumes de madeira cercavam o espaço do Diretório Acadêmico, e o argumento utilizado pela reitoria era de que o espaço estava fechado para uma suposta “manutenção da rede elétrica”.

Nós, do Diretório Acadêmico, esclarecemos desde já que não fomos comunicados em momento algum da suposta reforma que estaria sendo realizada no espaço do D.A., e que até o último minuto a reitoria mentiu deliberadamente e escondeu o que estava acontecendo.
Todos devem ter recebido o e-mail no qual a reitoria alega que fez melhorias no espaço do DA, e que esta era uma reivindicação antiga dos estudantes. A nossa reivindicação era a de que o espaço precisava ser reformado, e não substituído por um arquivo morto!
A “suposta reforma” da reitoria na verdade significa a remoção do espaço dos estudantes para uma sala minúscula, pra onde foram levados objetos pessoais sem o consentimento de ninguém. A reitoria não está atendendo a nenhuma reivindicação dos estudantes, pelo contrário, está agindo a revelia de todos nós, retirando um espaço dos estudantes sem dar nenhuma explicação e inventando mentiras sobre o ocorrido.

Isso é inadmissível!

Os estudantes estão sendo privados de um espaço que é seu de direito há anos. O Diretório Acadêmico, enquanto entidade representativa legitimamente eleita pelo corpo discente, existe justamente para representar os alunos e seus direitos, e esse é um ataque direto ao nosso livre direito de organização. A reitoria quer se livrar daqueles que podem representar alguma ameaça aos seus projetos. Quer se livrar daqueles que reclamam contra o aumento das mensalidades, daqueles que exigem melhores condições de ensino e daqueles que procuram participar da vida da universidade.
Seja para a gestão atual ou seja para uma futura gestão do D.A., este é um ataque que diz respeito a todos nós, e precisamos responder imediatamente.
Se permitirmos que a reitoria faça o que bem entende e haja de forma autoritária arrancando dos estudantes o seu espaço e o seu direito de livre organização, vai ser um passo para que a situação da FSA só piore. Depois da privatização do estacionamento, virão novos aumentos de mensalidades e quem sabe até a privatização completa da FSA.

É por isso que estamos convocando todos os alunos da FAFIL para uma reunião ampliada e um ato nesta sexta-feira, dia 03/02, às 19hrs.

A reitoria não pode fazer o que bem entende e fingir que não existem alunos na FSA. Nós existimos, nós pensamos, e nós vamos lutar contra essa arbitrariedade!

30 de janeiro de 2012

AJUDA AO PINHEIRINHO

ESTE POVO, QUE NESSE MOMENTO CAIU, PODERÁ SE LEVANTAR COM A NOSSA AJUDA!

Leia nota da ANEL: Clique Aqui.


Se do Governo estadual e municipal do PSDB prevaleceram a violência, a irresponsabilidade e a omissão, vamos demonstrar que de nossa parte não faltarão ações de solidariedade.

Doações podem ser feitas através das entidades que receberão alimentos, roupas, brinquedos, etc ou pela conta bancária abaixo:

Banco do Brasil
Agência: 4223-4
Conta Corrente: 8908-7
Central Sindical e Popular Conlutas

Mais informações: cspconlutas.org.br