9 de março de 2012

No dia Internacional de Luta das Mulheres, 4 mil pessoas tomam as ruas de São Paulo

A manifestação do Dia Internacional de Luta das Mulheres coloriu de lilás as ruas da capital paulista. Mais de 3 mil pessoas participaram do ato unitário que mostrou para a população que essa data é um dia de luta. O ato teve inicio às 14h, na Praça da Sé, e saiu em passeata pelas principais vias da cidade, denunciando o machismo, a violência contra a mulher, exigindo salário igual para trabalho igual, descriminalização do aborto, entre outras bandeiras reivindicatórias.

Falando em nome do Movimento Mulheres em Luta, Camila Lisboa ressaltou que a data não é para ser comemorada. “Estamos aqui lembrar que hoje é um dia de luta, não de comemoração. Mesmo com uma mulher presidente não temos garantidos nossos direitos, exigimos creches, moradia, saúde e educação para todas as mulheres”.

O massacre cometido contra as moradoras da Ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos, também foi destacado no ato. Maioria da Ocupação, essas mulheres foram agredidas e humilhadas durante a desocupação do terreno. Além disso, os casos de estupros por parte da PM contra duas mulheres foi denunciando.

Fonte: CSP-Conlutas

8 de março de 2012

Neste 8 de março, queremos outras Rosas!

ANEL CONTRA O MACHISMO!

O ano é 2012, o dia é 8 de março, Dia Internacional de Luta da Mulher, e sim, precisamos dizer em alto e bom som que o machismo não acabou.
Há quem diga que por termos conquistado muitos avanços, como o direito ao voto, a conquista do direito ao divórcio, a entrada da mulher no mercado de trabalho, teríamos acabado com o machismo e a desigualdade entre homens e mulheres sendo essas coisas do passado, afinal quem governa o país é inclusive uma mulher!
Orgulhamos-nos muito de todas as conquistas que foram alcançadas fruto de muita luta de mulheres e homens trabalhadores, mas a ANEL tem um desejo: que nesse dia possamos dizer que a vida das mulheres está longe de ser um mar de rosas, e que nossa situação se confunde com o seguinte dado: a cada 12 segundos uma mulher sofre algum tipo de violência e que a cada duas horas morre ao menos uma mulher no Brasil.
Até o fim dessa leitura, muitas mulheres já terão sido agredidas, e entre essas estatísticas estaremos nós, mulheres jovens, que sentimos na pele as dificuldades impostas por essa sociedade capitalista e machista, que reproduz valores e práticas que são responsáveis por dados como esses e que se concretizam em cenas muito familiares para nós como o medo de voltar sozinha para casa à noite, o assédio que sofremos na rua sendo consideradas objetos, os diferentes tipos de agressões psicológicas, morais e até físicas que sofremos dentro de casa, sejam com nossos pais, irmãos, namorados, e isso sem mencionar o assédio moral e sexual a que estamos submetidas em nosso ambiente de estudo e trabalho.
De acordo com o Anuário de Mulheres de 2011, as mulheres jovens, de 15 a 29 anos, representam cerca de 25 milhões, o que equivale a 25% da população feminina e 13% da população total. Em São Paulo, apenas 7,9% das jovens negras e 10,2% das não negras tem o estudo como única ocupação. As que estudam, trabalham e/ou procuram trabalho são em média 18,9% e 12% apenas cuidam dos afazeres domésticos. Isso mostra que as mulheres jovens, em sua maioria, não estão nas escolas e universidades e sim já inseridas ou na tentativa de inserção no mercado de trabalho. E uma parcela significativa delas ainda está presa somente ao trabalho doméstico.
Tomando como base esses dados podemos dizer que a situação das mulheres jovens é ainda muito preocupante, uma vez que boa parte ainda não tem direito à educação e desde muito cedo somos obrigadas a entrar no mercado de trabalho para sustentar nossas famílias, e ainda assim ganhando menos que os homens pela mesma função, acumulando o trabalho doméstico, e quando muito, ainda tentamos nossa entrada nas universidades no período noturno.

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6 de março de 2012

Participe do 8 de Março!

Por Mulheres em Luta

O dia 8 de março surgiu em 1910, na Conferência de Mulheres Socialistas, em homenagem às 129 operárias da fábrica Cotton de Nova York, que morreram queimadas por um incêndio provocado pela empresa que queria reprimir a greve das trabalhadoras. Em 1917, essa data ganhou ainda mais sentido quando as trabalhadoras e donas de casa russas saíram às ruas exigindo o fim da guerra e melhores condições de vida.

Esse histórico demonstra que o 8 de março surgiu para fortalecer e incentivar as lutas das mulheres, a partir do reconhecimento de que as mulheres trabalhadoras precisam seguir lutando pela igualdade, pelo fim da diferença salarial, pelo direito ao aborto, pelo fim da violência, pelo direito à maternidade e a garantia de instrumentos para tal, como as creches públicas e por direitos sociais básicos como a moradia.

Mesmo sob o governo da primeira mulher no nosso país, as mulheres trabalhadoras brasileiras ainda sofrem com violência e o pouco acesso à saúde e educação públicas. Com os cortes realizados sobre o orçamento (50 bi, 2011 e 55 bi, 2012), feitos pelo governo Dilma, a resolução dos problemas fica mais difícil ainda.

Por isso, nessa semana do dia 8, as entidades, movimentos, oposições da CSP Conlutas, junto com o Movimento Mulheres em Luta, vão organizar debates, palestras, manifestações, atos unificados em todo o país para fazer do dia 8 um dia de luta! Participe!

São Paulo - SP
Dia 8 de março
Concentração: 14h, na Praça da Sé.